10 dezembro 2009
Imortalidade Mortal
Imortalizados pelas palavras.
Imortalizados pelos pensamentos.
Imortalizados por quem nada deles sabe.
Seus actos actos glorificam vidas.
Imortais esquecidos de serem referenciados nos livros de história.
Imortais esquecidos pelos que não sabem sentir.
Imortais esquecidos na cronologia do tempo.
Seus sentimentos honram gerações.
Puros mortais, de carne e osso.
Puros mortais, que choram e riem.
Puros mortais, que nascem e morrem.
Mortais imortalizados no esquecimento, marcam o mundo.
Mortais imortalizados na descrença dos que não acreditam.
Mortais imortalizados pela fé de ser possivel.
Humanos com tu e eu, que experimentaram viver como deuses, só porque souberam amar.
Dєiα ツ
17 novembro 2009
Não estou a entender... expliquem-me como se eu fosse loira!
Vou começar por apresentar o tão carismático H1N1
Vulgo "Gripe Suína" ou Gripe A.
Dizem á boca cheia que este vírus se mutuo e já constipou uns quantos humanos.
(Nojento... partilhar a minha constipação com um porco.)
Quando procurei o numero de vitimas no mundo desta possível/provável pandemia, a coisa mostrou-se complicada, depois de muita busca lá achei um artigo que dizia que a 13 de Novembro deste ano as vitimas atingiram as 6540.
Bem...
... fui fazer contas....
Se em 11 meses mata 6540, logo mata 594 pessoas por mês , que ao final de 12 meses são 7134 fatalidades.
Muita gente sem duvida.
A aquela gripe sem piada nenhuma, que nos mete o nariz a pingar, nos faz gastar rios de dinheiro em lenços de papel e se trata com ben-u-ron e Cêgripe mata entre 250 e 500 Mil por ano em todo mundo.
Não estou a entender... expliquem-me como se eu fosse loira!
Uma que mata 7000 pessoas é pandemia, a outra mata 250 a 500 mil é normal?
Ora que coisa.. já não entendo nada.
Pensei que quanto maior é a incidencia maior a facilidade de propagação. Quantos mais mortos, maior a tragédia.
Veremos exemplos de pandemias na história:
Bem...
... fui fazer contas....
Se em 11 meses mata 6540, logo mata 594 pessoas por mês , que ao final de 12 meses são 7134 fatalidades.
Muita gente sem duvida.
Agora apresento a gripe sazonal:
A aquela gripe sem piada nenhuma, que nos mete o nariz a pingar, nos faz gastar rios de dinheiro em lenços de papel e se trata com ben-u-ron e Cêgripe mata entre 250 e 500 Mil por ano em todo mundo.
A fonte é a WHO - World Health Organization.
Não estou a entender... expliquem-me como se eu fosse loira!
Uma que mata 7000 pessoas é pandemia, a outra mata 250 a 500 mil é normal?
Ora que coisa.. já não entendo nada.
Pensei que quanto maior é a incidencia maior a facilidade de propagação. Quantos mais mortos, maior a tragédia.
Veremos exemplos de pandemias na história:
PESTE NEGRA (Séc. XIV)
Entre 25 a 75 Milhões de Pessoas.
1 Século = 100 anos
75 Milhões de Pessoas = 75 mil por ano
GRIPE ESPANHOLA 1918
40 Milhões de pessoas
GRIPE ASIÁTICA 1957 - 1958
Matou 86 000, média de 43 000 por ano.
GRIPE DE HONG KONG 1968 -1969
1 Milhão
QUALQUER SEMELHANÇA COM UMA PANDEMIA É REALMENTE PURA COINCIDÊNCIA!
Dєiα ツEntre 25 a 75 Milhões de Pessoas.
1 Século = 100 anos
75 Milhões de Pessoas = 75 mil por ano
GRIPE ESPANHOLA 1918
40 Milhões de pessoas
GRIPE ASIÁTICA 1957 - 1958
Matou 86 000, média de 43 000 por ano.
GRIPE DE HONG KONG 1968 -1969
1 Milhão
QUALQUER SEMELHANÇA COM UMA PANDEMIA É REALMENTE PURA COINCIDÊNCIA!
16 novembro 2009
Por mais que escreva...
"Lisboa, 16 de Novembro de 2009
" Meu Amor, Meu Amante, Meu Amigo"*,
Senti a necessidade de escrever algo para ti.
Uma carta de amor, que te desenhasse com palavras todo um sentimento, todos os desejos.
Logo percebi que é impossível colocar no papel as sensações que ainda não têm nome, talvez porque nunca ninguém as sentiu, talvez porque nenhuma palavra, nem nenhuma descrição seja suficiente para tal sentimento.
Como escreveu Álvaro Campos:
" - Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas. (...)"
Sendo assim escrevo-te uma carta ridícula cheia de palavras, igual a um papel imaculado.
Por mais que escreva...
Por mais que diga...
... nunca ficarás nem com a ínfima ideia do que sinto por ti!
Dєiα ツ "
*Florbela Espanca - Passeio ao Campo
15 novembro 2009
Tempo Repassado num Momento
Na distância do relógio... na distância do tempo!
Que formas toma o sentimento, repassado pela distância de um momento.
Que segundos duram horas, e os dias transforma em semanas.
Na distância do meu relógio, na distância do tempo ditado.
No sentimento que passa, nos passos dos meus dias.
E será que passa?
Ou nada passa, e acentua o sentimento no tempo?
Seguro na mente, o peito aperta.
E o tempo passa...
Preso no ultimo beijo, amarrado pelo desejo.
E o tempo passa...
O desespero surge, a lágrima teima em cair.
E o tempo passa...
O sentimento é soberano.
O tempo um ditador.
O tempo é incerto...
Prende sentimentos, congela momentos.
Arrasta-se... apressa-se a fugir.
O tempo é injusto...
Faz uma hora durar eternamente, pelo sofrimento.
Retira horas num segundo, contra a felicidade.
O tempo repassa-se num momento...
E teima em repetir na minha mente a hora da despedida.
Dєiα ツ
04 novembro 2009
Amores Perfeitos
Há pessoas que estão uma vida á procura da pessoa perfeita.
Há aquelas que gastam a vida com a pessoa errada.
Ainda encontras umas que levam uma vida a arrependerem-se de não terem reconhecido o grande amor.
E há as que não sabem o que querem.
Não acredito em pessoas perfeitas, já conheci algumas erradas, já andei meio perdida, e não acredito em amores perfeitos.
Acredito que o amor constrói-se todos os dias, que o perfeito e os defeitos encaixam melhor numas que noutras.
E que mesmo gostando muito é inevitável magoar, e que é na capacidade de perdoar e reconhecer os erros que se descobre o quanto importante somos na vida de outra pessoa.
Não há almas gémeas.
Há pessoas que aprendem que amar não é só um sentimento.
Amar é a troca de "risos", o engolir sapos, o enxugar das lágrimas, é a aceitação do outro tal como ele é.
O amor é interesseiro, só vive quando tem retorno.
Não quero um amor perfeito, quero é a perfeição na capacidade de amar.
Afinal, é nela que reside o segredo do amor eterno.
Dєiα ツ
30 outubro 2009
Marcas de Água....
A medida do tempo, as necessidades... o querer.
Acima de tudo o querer.
Sempre me disseram que querer é puder, e que nas encruzilhadas da vida basta querer para ultrapassar o obstáculo.
Nem sempre o nosso querer vale tudo, muitas vezes depende de um outro querer.
E ai...
Ai é que a vaca tosse!
Ora eu quero ir pela direita mas se o outro "querer" quiser ir pela esquerda, cada um rema para seu lado e o barco anda em círculos, sem nunca sair do sitio.
Até que nos cansamos... paramos de remar... e o barco pára.
Nem para a esquerda, nem para a direita, nem para porra de lado nenhum.
E como estar muito tempo sentado faz doer o rabo, vai haver um dia que um dos "quereres" salta do barco e nada até á margem.
É nesse mesmo dia que o barco afunda, e com ele os sonhos, os planos...
Á tona de água fica apenas a o remoinho de água que marca o local do afundamento.
Mas até essa marca um dia desaparece.
E quando olhamos para trás apercebemos-nos da perda de tempo que foi remar naquele barco.
Tanta coisa que poderia ter feito em vezes de insistir num capricho.
Dєiα ツ
27 outubro 2009
Felicidade aos Pedaços
Quero o amor por inteiro e a felicidade aos pedaços.
Um amor permanente, sem duvidas nem razões.
Uma felicidade infinita dividida em gomos.
Gomos doces com cheiro a maresia e sabor de mel.
Para ir saboreando cada momento como se fosse o ultimo dia da minha vida.
Recordar o cheiro e o sabor daquele sorriso.
Dar valor ao calor de um abraço, ao carinho de uma festa no rosto.
Saber que estarás sempre á minha espera, mesmo que não estejas sempre comigo.
Pedaços de vida, de memórias que me acompanharam por toda uma vida.
E enquanto o amor permanecer imutável, os gomos aparecem uns atrás dos outros.
O toque de Midas que transforma as coisas simples em brilhantinas de felicidade.
E buscando aqui onde me encontro, revolvendo pedras e levantando poeiras....
Rebuscando no presente pequenas memórias do que irá ser o meu futuro.
Um futuro lá longe onde impera as gotas de felicidade e onde o amor reina desde os tempos passados.
Dєiα ツ
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