02 julho 2009

Olha-me nos Olhos


Olha bem dentro da minha alma!
Diz-me o que vês... o que sentes.
Fala-me de mim.
Conta-me os segredos do meu ser.
O brilho, a vida, a alegria dos meus olhos está na maneira de como me vês.
Olha-me nos olhos e conta-me a tua verdade.
Não desvies o olhar... eu não vou desviar o meu.
Vou-te dizer como é ser eu, e revelo-me a ti num beijo dado com o olhar.
Os meus olhos são a minha janela indiscreta, não mentem, não enganam.
E sempre que quiseres ler-me o pensamento, basta que me olhes nos olhos.


Se não conseguires conhecer-me pelo olhar não és quem almejo.
És uma perda de tempo.

Dєiα ツ

17 de Junho de 2009

Hamlet



Para quem só ouviu o nome e o associa ao “To be or not to be” aqui vai o resumo desta tragédia.

Hamlet psicótico de nascença começa ver o fantasma do pai, a mãe bem o avisa que aquilo é das merdas das drogas alucinogénas que ele toma e que ele insiste em dizer que são vitaminas.
A coisa piora quando ele começa a conversar com o fantasma do pai e este lhe diz que quem o matou foi o tio.
Isto porque a mãe de Hamlet dormia… chamando as coisas pelo nome, dava umas com o cunhado.
Hamlet promete vingança…
Mata o pai da noiva (Ofélia). Pensou que era um rato.
A mãe morre… bebeu de um copo com veneno que deveria ser para Hamlet.
Mata o tio…trespassa-o com a sua espada.
O futuro cunhado que ia mata-lo… adivinhem? Morre.
Hamlet é ferido pela espada do futuro cunhado, que está envenenada, e morre também.

Ofélia.. esta parva só para não ser diferente cai de uma árvore e morre afogada.

No meio disto tudo ele sai-se com a famosa: “To be, or not to be: that is the question:”.


Ai Hamlet, Hamlet… tanta confusão que me metes a cabeça a andar á roda!

Dєiα ツ

16 de Junho de 2009

Identidade

Pessoal e intransmissível.
Reflexo de acções, eco de pensamentos.
Única. Sem possibilidade de clonagem ou fotocópia.
Espelho do que somos, do que passámos, premonição do que viremos a ser.
Tão real que nada a poderá negar, tão irreal que nunca ninguém a olhou nos olhos.
Quimérico tentar descobrir a quem realmente pertence.
Miscível com outras identidades...
Impossível de se fundir.

A minha / tua identidade elevada ao expoente máximo de uma fábula que se transforma num nós.
Um nós tão fantástico que só lhe é permitido existir num mundo paralelo... num mundo imaginário.
Num mundo só meu!

O Nós que só existe na minha imaginação por falta de um TU real.

Dєiα ツ

16 de Junho de 2009

Cinderela

A Cinderela divorciou-se, fartou-se dos sapatos de cristal que lhe comiam os pés e o xato do príncipe não tinha piada nenhuma.

Saiu de casa, calçou os ténis e caiu na noite.

Descobriu o álcool e o fado vadio.

Aninhou num corpo que não era perfeito, mas era o corpo de quem a fazia rir e estremecer de prazer.

A Cinderela largou os vestidos de noite e vestiu as calças de ganga.

Deixou de andar de carruagem e comprou um carro.

Passou a viver como um comum mortal, onde os ratos são ratos, e as abóboras, legume de sopa.

Aprendeu que a felicidade não está em ter tudo, nem nos contos de fadas.

A felicidade está aqui ao lado, só precisava de arriscar.

Nem tudo é perfeito.. a imperfeição torna o amor perfeito e a vida de tão imperfeita que é...
...ajusta-se á medida da nossa felicidade.

Por isso deixei os sapatos de cristal , calcei os ténis e sai para rua.


Um dia destes arrisco!

Dєiα ツ

16 de Junho de 2009

Fado Vadio


O meu fado é fado vadio, cantado por quem não sabe falar , por quem só sabe amar.
O meu fado vadio vive do amor, não sobrevive na voz.
O meu fado vadio é acompanhado pela guitarra que o chora, a guitarra da alma.
O meu fado não sabe rir, só sabe sentir....
A mão invisivel que o toca nas esquinas em que não te encontro, nas ruelas que te perdi.
O meu fado nada tem de original, é mais um fado chorado como tantos outros.
O que o torna único é o amor que o faz pulsar de vida cada vez que o respiro... que oiço... que o sinto.
Tudo isto é triste, tudo isto é o meu fado.
O meu fado vadio que o canto com as lágrimas do coração e a alegria de o viver.

SILÊNCIO!
... que vou gritar o meu fado vadio.


Dєiα ツ

14 de Junho de 2009

Viúva


Meti-te no caixão, fechei-o com pregos.
Enterrei-te fundo, mas não tão fundo que não possas fugir.
Fiz o luto, chorei nos cantos, gritei... perguntei porquê.
Recostei-me na cadeira e pensei no passado, no presente e no meu/ teu futuro.
Recolhi as memórias e guardei-as numa caixinha de papel.
Respirei fundo, sacudi o pó dos meus ombros, e levantei-me...
Tomei banho, usei o perfume das memórias para não me esquecer do que não quero lembrar.
Vesti-me de alegria e sorrisos.
Deitei o luto para o fundo do armário dos meus sentimentos.... recordei que só vale sentir quando se sente a dois.
No fundo do armário ficou agora o luto por um defunto vivo.


Ps. Deixei agarrado ao pulso do defunto a corda... a corda que pode usar se quiser que eu saiba que ainda está vivo.

Dєiα ツ

12 de Junho de 2009

Sonhos No Papel


Anda menino...
Olha para aqui onde os sonhos moram.
Podemos ser quem tu quiseres.
Eu quero ser uma princesa, quero um principe num cavalo branco e um castelo onde morar.
Eu quero aprender a amar!

E tu meu amigo... que queres tu?
Diz-me.
Vamos juntos realizar os nossos sonhos, nem que seja só na folha do papel.
Juro-te não te deixar mal... e na folha de papel dou-te todas as estrelas do universo e até o sol, se tu quiseres.

Sei que não vale de muito, os sonhos escritos num papel...
... mas enquanto sonharmos juntos não estamos sozinhos.

E juntos com uma folha de papel e um lápis de cor.... somos os Donos do Mundo!

Dєiα ツ

19 de Maio de 2009